Segurança de dados: você está protegido? Veja o que fazer

Preocupação com segurança é crescente. Sua empresa está preparada? Este artigo apresenta um panorama global e nacional sobre segurança de dados, os principais riscos enfrentados pelas empresas, o impacto dos...

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Imagem: Freepik

Preocupação com segurança é crescente. Sua empresa está preparada? 

Este artigo apresenta um panorama global e nacional sobre segurança de dados, os principais riscos enfrentados pelas empresas, o impacto dos ataques recentes — incluindo o maior cibercrime financeiro já registrado no Brasil — e as soluções que podem fortalecer a proteção de dados em indústrias e PMEs. Leia até o final e atualize seus conhecimentos!

A segurança de dados deixou de ser uma preocupação restrita às áreas de tecnologia e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas.

Em um cenário marcado por ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados, CEOs de indústrias e grandes distribuidores da cadeia do varejo precisam se perguntar: estamos realmente protegidos?

O cenário global da segurança de dados

Em 2025, o mercado global de segurança da informação deve atingir US$ 212 bilhões, segundo projeções da Gartner.

O crescimento é impulsionado por uma combinação de fatores: aumento da digitalização, expansão do trabalho remoto, uso intensivo de inteligência artificial e maior exposição a riscos em ambientes multicloud.

A Europa, por exemplo, já aplica sanções rigorosas com base no GDPR. Em junho, o Reino Unido multou a empresa americana 23andMe em £2,31 milhões por falhas graves na proteção de dados genéticos de seus usuários.

O ataque foi realizado por meio de credential stuffing — técnica que reutiliza senhas vazadas para invadir contas — e expôs informações sensíveis de mais de 155 mil pessoas.

Nos Estados Unidos, oito novas leis de privacidade de dados entram em vigor apenas em 2025, reforçando a tendência de regulamentações mais rígidas e exigentes.

Segurança de dados no Brasil: vulnerabilidades e baixa maturidade

O Brasil acompanha essa evolução, mas ainda enfrenta desafios significativos.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), três em cada dez indústrias já sofreram algum tipo de ataque cibernético.

Apesar disso, 52,4% das empresas de manufatura não tratam a cibersegurança como prioridade, e 64% investem apenas 1% do faturamento na área.

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em vigor desde 2021, exige medidas técnicas e administrativas para proteger dados pessoais.

No entanto, muitas empresas ainda não têm estrutura adequada para cumprir essas exigências, o que as torna vulneráveis a sanções e prejuízos reputacionais.

O maior ataque da história ao sistema financeiro brasileiro

No início de julho de 2025, o Brasil foi palco do maior cibercrime financeiro já registrado no país. Hackers desviaram cerca de R$ 1 bilhão de contas de reserva mantidas por instituições financeiras no Banco Central.

O ataque teve como ponto de entrada uma empresa que conecta bancos menores ao sistema PIX e ao Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

Utilizando credenciais legítimas de clientes, os criminosos realizaram transferências via PIX durante a madrugada, convertendo os valores em criptomoedas como USDT e Bitcoin.

A operação foi tão sofisticada que respeitou todos os critérios técnicos exigidos pelo Banco Central, dificultando a detecção imediata.

O caso expôs fragilidades na cadeia de confiança do sistema financeiro e acendeu um alerta sobre a segurança das mensagerias que interligam instituições ao núcleo do BC.

O incidente já é considerado um divisor de águas na segurança digital do país.

Os principais riscos enfrentados pelas empresas

Indústrias e distribuidores estão sujeitos a uma série de ameaças cibernéticas que vão além do roubo de dados. Entre os principais riscos estão:

  • Ransomware personalizado: ataques direcionados que criptografam dados e exigem resgate. Em 2025, essa modalidade cresceu significativamente, com foco em setores críticos como manufatura e saúde.
  • Engenharia social com IA: uso de inteligência artificial para criar mensagens fraudulentas altamente personalizadas, dificultando a identificação de golpes.
  • Malwares fileless: ataques que operam diretamente na memória do sistema, sem deixar rastros tradicionais.
  • Vulnerabilidades em IoT: dispositivos conectados com segurança frágil são portas de entrada para invasões em ambientes industriais.
  • Ataques à cadeia de suprimentos: fornecedores com baixa maturidade de segurança podem comprometer toda a operação.

Além disso, o uso indevido de dados por terceiros, falhas na gestão de acessos e ausência de políticas de segurança estruturadas ampliam os riscos.

Soluções para fortalecer a segurança de dados

Diante desse cenário, é fundamental que CEOs adotem uma abordagem estratégica e integrada para proteger suas operações. A seguir, algumas medidas recomendadas:

1. Diagnóstico e mapeamento de ativos digitais

Antes de qualquer ação, é preciso entender o que está em risco. Realize um inventário completo da infraestrutura digital, identifique os dados sensíveis e avalie os pontos vulneráveis.

2. Implementação de autenticação multifator

A autenticação em duas ou mais etapas reduz significativamente o risco de invasões por credenciais comprometidas. É uma medida básica, mas ainda negligenciada por muitas empresas.

3. Atualização constante de sistemas e softwares

Manter sistemas operacionais e aplicações atualizadas é essencial para corrigir vulnerabilidades conhecidas. Ataques como o ransomware exploram brechas em softwares desatualizados.

4. Treinamento contínuo de colaboradores

O fator humano é uma das principais portas de entrada para ataques. Investir em capacitação e campanhas de conscientização reduz o risco de engenharia social e erros operacionais.

5. Monitoramento em tempo real e resposta a incidentes

Ferramentas de detecção de anomalias e análise comportamental, muitas delas baseadas em IA, permitem identificar ameaças antes que causem danos. Ter um plano de resposta estruturado é igualmente importante.

6. Gestão de acessos e privilégios

Limite o acesso a dados e sistemas apenas ao que é necessário para cada função. A gestão de identidades e acessos (IAM) é uma das bases da segurança corporativa.

7. Parcerias com fornecedores confiáveis

Empresas que atuam como intermediárias técnicas, como mensagerias e provedores de nuvem, devem ser auditadas regularmente. A segurança da cadeia de suprimentos é tão importante quanto a segurança interna.

8. Backup e recuperação de dados

Mantenha cópias de segurança atualizadas e armazenadas em ambientes seguros. Em caso de ataque, o backup pode ser a única forma de recuperar informações críticas.

9. Compliance com regulamentações

Esteja em conformidade com a LGPD e outras normas aplicáveis. A ausência de processos formais pode resultar em multas, sanções e perda de credibilidade.

10. Seguro contra violação de dados

Com o aumento dos custos associados a ataques, o seguro cibernético se tornou uma alternativa viável para mitigar prejuízos financeiros. No entanto, é necessário comprovar boas práticas de segurança para obter cobertura.

Segurança como vantagem competitiva

A segurança de dados não é apenas uma obrigação legal — é uma vantagem competitiva.

Empresas que investem em proteção digital fortalecem sua reputação, reduzem riscos operacionais e ganham a confiança de clientes e parceiros.

Para CEOs de indústrias e grandes distribuidores, o momento é de ação. Os ataques estão mais sofisticados, os prejuízos mais altos e a responsabilidade mais ampla. Proteger dados é proteger o negócio.

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